Ironia das ironias...
No gene da vida está a morte.
Imprimida nas leis do universo está a certeza de que tudo o que começa acaba.
A vida é uma dádiva das mortes passadas.
O instinto mais básico de um ser vivo é o de contrariar a morte. Sendo esta o designio mais básico da natureza. Quer se trate de um antilope, ou de uma mosca ou de um ser humano, ambos contornamos a morte mais do que uma vez ao longo das nossas vidas. Está no nosso âmago ser assim. A busca da vida eterna que ultimamente se traduz na reprodução da espécie e na transmissão do código genético.
Fantástico dilema este da natureza. O de nos imprimir a fobia absurda, incontrolável e incontornável da morte, sendo esta a única certeza de um ser vivo desde o momento em que lhe é concedida a vida.
O antilope que se escapou por cerca de 10 vezes a um ataque dos leões acaba por morrer ingloriamente de velhice. Para quê fazê-lo fugir em primeiro lugar?
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